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20 de outubro de 2009

UM ORGANISMO AVEIRENSE COM 20 ANOS CRIADO NO ESPÍRITO DE ROTARY

"Em 1989 era criada em Aveiro a FEDRAVE – FUNDAÇÃO PARA O ESTUDO E DESENVOLVIMENTO DA REGIÃO DE AVEIRO, uma fundação de direito privado, na área da cultura e da educação, com uma característica muito especial: todos os seus nove membros fundadores eram rotários.
Por ordem alfabética dos primeiros nomes: Amaro Ferreira Neves, Armando França Rodrigues Alves, Armando Teixeira Carneiro, Énio Fernandes Curvo Semedo, João Pedro Simões Dias, Jorge Carvalho Arroteia, Maria Joaquina Damas, Nuno António Paour Argel de Melo, Salvato Trigo.
Outros rotários, de então, deram um aberto e inequívoco apoio à criação da FEDRAVE como, só para citar alguns, José Ernesto Mesquita Rodrigues, Francisco da Encarnação Dias e Joaquim Cunha.
Ao fim de 20 anos, a dinâmica da vida criou variações: uns sairam do movimento rotário, outros sairam da Fundação, outros das duas Instituições e, finalmente, outros ainda, faleceram.
Hoje, a FEDRAVE tem um conjunto de Curadores reestruturado e constituido por doze personalidades dos mais diversos ramos académicos e profissionais, dos quais sete são rotários (quatro membros do RC de Aveiro, dois do RC de Ílhavo e um do RC do Porto-Oeste), três pertencendo ainda ao grupo fundacional de 1989.
Os ideais de Rotary subliminarmente têm orientado a sua gestão estratégica desde os primeiros anos até hoje. De facto, o espírito de serviço à comunidade envolve todas as actividades culturais e educativas e é o ISCIA – Instituto Superior de Ciências da Informação e da Administração, a instituição portuguesa de ensino superior que tem maior ratio de bolsas educativas em cursos de licenciatura e de mestrado em função do seu número de Alunos.
O ISCIA é uma instituição portuguesa de ensino superior, do subsistema privado e do
subsistema politécnico, pertença da FEDRAVE, que desenvolve um já alargado plano educativo envolvendo cursos, devidamente reconhecidos pelo ministério da tutela, MCTES – Ministério da Ciência da Tecnologia e do Ensino Superior, em 4 distintas licenciaturas, 3 mestrados, 5 pós-graduações e vários cursos de formação avançada.
De salientar a recente criação do DETMAR – Departamento de Tecnologias do Mar que, através do estabelecimento de parcerias estratégicas, nomeadamente com a Marinha, com a UFP – Universidade Fernando Pessoa e com a APA – Administração do Porto de Aveiro e com a APFF – Administração do Porto da Figueira da Foz, acaba de lançar uma licenciatura em Gestão de Actividades Marítimas e Portuárias, um mestrado em Gestão Portuária e uma série de cursos de formação avançada, altamente especializados.
Também o novo DESRI – Departamento de Segurança e Resolução de Conflitos desenvolve uma licenciatura em Segurança Comunitária, um mestrado em Segurança, Defesa e Resolução de Conflitos e várias pós-graduações como Criminologia e Terrorismo Transnacional.
O DEPSI – Departamento de Educação e Psicologia tem vindo a formar, desde há mais de seis anos, mais de um milhar de docentes do ensino básico e secundário na área das necessidades educativas especiais, em vários domínios como o cognitivo-motor e o da audição e visão. São cursos de dois semestres devidamente acreditados pelo CCPFC – Conselho Científico-Pedagógico da Formação Contínua.
Vários centros de I&D aplicada permitem actividade de investigação relevante como o CPG – Centro Português de Geopolítica, com a sua revista internacional GEOPOLÍTICA, e o OSM – Observatório de Segurança Marítima que acaba de ser constituido.
Uma actividade editorial, a organização seminários e de congressos e de séries de palestras sobre temas estratégicos, como a série Olhares Estratégicos sobre o Mar, completam a sua actividade.
Para já existem dois pólos, o ISCIA Aveiro e o ISCIA Baião, a que se junta o pólo distal
, de formação a distância, com largas dezenas de alunos das Regiões Autónomas da Madeira e dos Açores.
A metodologia seguida em todos os cursos graduados, pós-graduados e de formação avançada é em regime de blended learning, isto é ensino presencial assistido e replicado numa plataforma de e-learning.
No corpo docente do ISCIA, da ordem das 50 pessoas, doutorados, mestres ou especialistas, existem alguns rotários membros de Rotary Clubs, tanto do Distrito 1970 como do 1960.
Só no Brasil se encontra uma Fundação de natureza rotária na área educativa com idênticas características, muito maior do que a FEDRAVE: FUNDAÇÃO DOS ROTARIANOS DE SÃO PAULO, com excelentes e bem estruturados cursos a vários níveis, nomeadamente o superior. A FEDRAVE não tem ligações formais com estruturas do movimento rotário mas assume nos seus objectivos e procedimentos muito do espírito rotário.
Assim como no passado, justamente, se relacionou a Santa Casa da Misericórdia de Aveiro com a formação rotária de alguns dos seus Provedores ou, mais recentemente, se identificou a formação em Aveiro do Banco Alimentar contra a Fome com o estatuto rotário de alguns dos seus fundadores e dirigentes, também a FEDRAVE é um claro exemplo da projecção dos ideais rotários em várias actividades da sociedade, neste caso no campo cultural e educativo."

Texto de Armando Teixeira Carneiro

15 de setembro de 2009

A Roda Dentada, o nosso Emblema

"O desenho básico do emblema - uma roda - data de 1905, ano em que foi organizado o primeiro Rotary Club na cidade de Chicago, EUA. Poucas semanas depois de formado o Clube, os sócios reuniram-se para discutir o desenho de um emblema que pudesse simbolizar o carácter de sua recém-criada organização.
Naquela época, as reuniões faziam-se "em rodízio", percorrendo os locais de trabalho dos sócios.
Um sócio apresentou o desenho de uma roda de locomotiva, com o contrapeso e com as palavras "Rotary Club" inscritas no eixo de conexão.
Outro rotário apresentou uma simples roda de carruagem. Justificaram a escolha porque a roda era bem conhecida; era básica e estava-se no início da era do automóvel. Além disso, a roda gira, dando ideia de movimento.
Os primeiros rotários escolheram como seu emblema a roda de carruagem, elaborada por Montague M. Bear, um tipógrafo-gravador que poucas semanas antes fora admitido como sócio do Clube.
Tamanho foi o entusiasmo suscitado pelo desenho de "Monty" Bear, que os sócios mandaram imprimir um stock de papel de carta, suficiente para cinco anos, tendo a roda de carruagem no cabeçalho.
Mas antes mesmo de gastar uma pequena parte deste material, os sócios chegaram à conclusão de que o emblema era "muito simples, muito estático".
Concordando com essa avaliação, "Monty" acrescentou algumas nuvens ao desenho.
Mas Tom Philips, fabricante de lanternas, comentou que "nem mesmo o Rotary poderia fazer levantar poeira na frente e atrás da roda, ao mesmo tempo".
E assim, mais uma vez, o desenho foi modificado.
"Monty" Bear acrescentou mais nuvens e adicionou uma fita com a inscrição "Rotary Club", na frente da roda.
Entretanto outros Rotary Clubs começavam a surgir: em São Francisco, Oakland, Nova Iorque e noutros centros metropolitanos dos EUA.
Todos os novos Clubes adoptaram a roda como emblema, mas acrescentaram traços característicos para identificar o Club com sua cidade.
O Rotary Club Buffalo, em Nova York, por exemplo, sobrepôs um búfalo ao centro da roda.
O Rotary Club de Oakland, na Califórnia, sobrepôs a roda a um gigantesco carvalho.
Em 1910, quando os 16 Rotary Clubs existentes se reuniram na cidade de Chicago e formaram a "Associação Nacional de Rotary Clubs", havia tantos desenhos de emblemas quanto Clubs.
Antes da Convenção de 1912, de Duluth, no Estado de Minnesota, a sede nacional convidou todos os Clubes a apresentarem o desenho de um emblema a ser usado por todos os Rotary Clubs, devendo ter a roda como elemento básico.
Naquela cidade de Duluth, foi adotada como emblema oficial uma roda de engrenagem, com as cores azul real e dourado.
Mas mesmo esse desenho não durou mais de oito anos. Alguns engenheiros reclamaram que a roda era mecanicamente defeituosa e não podia realizar nenhum trabalho.
Foi então nomeada uma comissão de dois rotários para fazer a devida correcção, sendo eles Oscar B. Jorge, de Duluth e Charles Henry Mackintosh, de Chicago.
O desenho desses dois rotários, anunciado e adoptado em 1920, foi usado desde então, com uma excepção. Eles tinham-se esquecido de introduzir um rasgo de chaveta na roda, e sem chaveta, a engrenagem seria inútil, incapaz de transmitir força ao eixo ou ser por ele impulsionada.
O rasgo de chaveta foi acrescentado em 1923, continuando um movimento que dura até hoje."