28 de dezembro de 2009

O Professor Daniel Bessa visita o RC Aveiro

No dia 25 de Janeiro de 2010, teremos no Rotary Club de Aveiro o Professor Daniel Bessa que irá proferir uma palestra subordinada ao tema "Conjuntura Económica Nacional e Internacional".

O Prof. Daniel Bessa, nasceu no Porto no ano de 1948. É Licenciado em Economia pela Faculdade de Economia do Porto (1970) e Doutorado em Economia pelo Instituto Superior de Economia da Universidade Técnica de Lisboa (1986). Foi docente na Faculdade de Economia da Universidade do Porto (1970-1999), no Instituto Superior de Estudos Empresariais (1988-2000), na Escola de Gestão do Porto (2000-2008) e na Escola de Gestão do Porto - University of Porto Business School (2008) onde exerceu funções como Presidente da Direcção, primeiro na EGP e depois na EGP-UPBS, até 2009.
É desde Junho de 2009, Director Geral da COTEC Portugal – Associação Empresarial para a Inovação.
É Administrador e Consultor de várias empresas e Economista em regime de profissional liberal.
A Macroeconomia (Teoria e Política Económica) é a sua área de especialização.
Daniel Bessa foi Ministro da Economia, Industria, Comércio e Turismo do XIII Governo Constitucional, liderado por António Guterres, entre Outubro de 1995 e Março de 1996.

O conselho director agradece que todos os companheiros procedam à confirmação do número de lugares que pretendem reservar, solicitando ainda que divulguem a iniciativa do clube.

As confirmações deverão ser efectuadas para:
96 2989987 96 2989987 (comp.º Filipe Saraiva)

96 6933433 96 6933433 ou pauloantoniopinho@gmail.com (comp.º Paulo Pinho).

16 de dezembro de 2009

Apontamentos sobre a história rotária (Parte 1)

Num dos seus mais conhecidos livros, Vergílio Ferreira escreve, a determinado passo: Como os ponteiros dum relógio ou um barco à distância, a vida imobiliza-se-nos para sempre em cada instante em que estamos. Mas no instante seguinte reparamos que ainda estamos imobilizados mas já noutro sítio(1). Também a nós, Rotários, falta, frequentemente, a visão dinâmica e abrangente do nosso movimento O Rotary é sempre o Rotary mas é sempre diferente, não nos seus ideais e objectivos, mas na sua prática e na sua implantação no mundo.
O objectivo final de Rotary, conscientemente ou não assumido, é a paz e a compreensão mundial. Como tenho várias vezes dito, e escrito, aproximamo-nos dele assimptoticamente através dos múltiplos objectivos intermédios do serviço às comunidades envolventes, consolidando a nossa prática por uma atitude comportamental colectiva a que chamamos de companheirismo.
São esses objectivos, e é esse comportamento, que tem permitido ultrapassar barreiras(2), estender a mão(3), tomar a consciência de que a humanidade é uma só(4) e que Rotary leva esperança(5) vivendo-o com fé e entusiasmo(6) na perspectiva pessoal de se olhar mais além de si mesmo(7), como alguns dos lemas anuais de Rotary nos motivam.
A história percorre grandes espirais com sistemáticas resoluções dialécticas que criam novas bases de conflito, de novo tendencialmente resolvidas pela oposição dos contrários(8).
Ao entrar-se na última década do século XX, assistimos a uma situação inesperada, e aparentemente inexplicável, da aceleração dos fenómenos sócio económicos. Infelizmente, no curto prazo, parece cada vez mais inevitável que novas contradições venham a criar novas situações de conflitualidade e, curiosamente, em aspectos tidos como resolvidos, ou fortemente atenuados, pela evolução histórica da Europa a partir do final da 1ª Guerra Mundial e, sobretudo, após a 2ª Guerra Mundial. Os problemas inter-regionais das várias actuais repúblicas resultantes da fragmentação da URSS, os choques de fundo religioso em zonas alargadas do Médio Oriente, o relançamento de teses revanchistas islâmicas, sublimadas no fundamentalismo islâmico, retomam situações semelhantes a outras que a história registou em épocas e contextos distintos.
A Ásia, aparentemente estável (pelo distanciamento físico e pela dissemelhança de conceitos com que a analisamos), virá a ser confrontada com situações de conflito pela emergência das novas China e Índia.
A nível do Mundo Islâmico o dogmatismo extremista das distintas posições religiosas, que subsistem em cada zona, não permite estabelecer cenários optimistas para as próximas décadas. Seja nos países islâmicos ou nas alargadas colónias islâmicas espalhadas pelo mundo inteiro.
A passagem do modelo bipolar geopolítico USA-URSS a um modelo multipolar sequente à globalização e à crise de 2008-2009, criará novas fronteiras de conflito, umas físicas, outras virtuais.
Provavelmente, antes do domínio asiático iremos assistir a dolorosas confrontações entre o mundo de base cristã e o mundo de base islâmica., num remake dos confrontos do século X a XV.
Qual a posição de Rotary International nesta conjuntura planetária? Qual o seu papel no mundo actual?
Costumo dizer que existe um paradoxo cartográfico rotário. Se folhearmos atlas geográficos de várias nacionalidades, sobretudo a nível de grandes potências, notaremos, para além de maiores ou menores divergências, em termos de fronteiras, o uso de meridianos centrais diferentes. O que ainda é mais notável se fizermos uma comparação de cartografia estratégica. Os mapas europeus têm como referencial o equador e o meridiano 0°, chamado meridiano de Greenwich(9), enquanto os mapas norte americanos usam o meridiano 80°W, os mapas chineses o meridiano 150°E. Quanto aos mapas russos (anteriores ou posteriores a 1917) usam um referencial bem diferente, sem uso do equador e dum determinado meridiano para coordenadas cartesianas, com um ponto central na latitude 90°N(10). Todos com um objectivo: o de colocar essa nação como que sendo a referência, o centro do mundo. E aqui encontramos o nosso paradoxo: se quisermos desenhar um mapa estratégico rotário, sem recurso a qualquer um dos acima referidos que, por rotina, usemos, não seremos capazes de escolher um referencial coerente. É que para um rotário, consciente do seu estatuto, qualquer referencial será correcto! Desde que se possa partir dele para servir as comunidades carentes do mundo inteiro! Pode-se dizer que estamos perante um referencial relativo e virtual em que a constante do sistema é o ideal de servir !
Temos que reconhecer que sendo Rotary um corpo de elite orientado para um conjunto de grandes objectivos humanos não deixa, por isso, de conter nele, para além de todas as virtudes, também todos os defeitos dos outros homens. Digamos que o que deverá distinguir um Rotário é o ter essa mesma percepção. E também a consciência de que existem concepções diferentes do mundo. O Homem, mas neste caso específico o Rotário, tem que aprender a fazer o esforço de aceitar que a sua visão pessoal do mundo, a sua Weltanschaung(11), abrangentemente religiosa, política e ideológica, não é única e que deverá aceitar que os outros, igualmente Homens, eventualmente Rotários também, terão as suas diferentes perspectivas, com o mesmo grau de verdade subjectiva. Rotary tem permitido ao Homem dar este passo importante mas que tem passado desapercebido mesmo entre Rotários: o assumir da igualdade metodológica entre posições ideológicas distintas. Não a convivência sob uma relação de dependência mas a convivência em pleno plano de igualdade!
Há que promover um novo conceito que chamaremos de pax rotaria, como via superestrutural, global e efectivamente conducente à compreensão mundial, ao contrário da pax romana, hoje apenas referencial histórico, da pax americana, em sistemática resolução de crises sucessivas, das pax nacional socialista e pax sovietica, de trágicas memórias, ou de qualquer outra que assente na supremacia estática e indiscutível dum modelo sobre todos os outros. E aqui reencontramos as bases iniciais do pragmatismo rotário que, sem elaborações filosóficas, permitiu ajudar a ultrapassar conflitos e ataques.
(1) Pensar, 1992, Lisboa, Bertrand Editora, ISBN 972 25 0670 6.

(2) Lema do Presidente William E. Walk, 1970-71.
(3) Lema do Presidente Clem Renouf, 1978-79.
(4) Lema do Presidente Hiroji Mukasa, 1982-83.
(5) Lema do Presidente MAT Caparas, 1986-87.
(6) Lema do Presidente Paulo Viriato, 1990-91.
(7) Lema do Presidente Rajendra Saboo, 1991 92.
(8) Sem que, no entanto, seja aceitável uma rígida e pseudocientífica teoria de materialismo histórico por se verificar não ser mais do que uma dogmática visão do materialismo dialéctico que, na sua leitura mais isenta, anula qualquer perspectiva dogmática.
(9) O que por si mesmo é uma prova do predomínio existente, em determinada fase histórica, da Europa sobre o resto do mundo.

(10) O Polo Norte.
(11) Ou, se se quiser, num neologismo português: a sua mundividência.
(um texto de 1992 revisto em 2008)
Armando Teixeira Carneiro (PGD 1970, 1986-87)

27 de outubro de 2009

OUTUBRO, MÊS DOS SERVIÇOS PROFISSIONAIS

Rotary International instituiu o mês de Outubro como o “Mês dos Serviços Profissionais” e nele fomenta a homenagem dos clubes a profissionais ou a serviços que se tenham distinguido na sua actividade, pelo sucesso obtido dentro das fronteiras de um alto padrão de ética, isto é, que ao seu redor tenham sido verdadeiras sementes de PAZ.
Em 1976, o Conselho Director do Rotary International dedicou-se a criar uma definição concisa dos aspectos fundamentais do movimento. Após inúmeras minutas chegou-se à seguinte redacção:

“Rotary é uma organização de líderes de negócios e profissionais, unidos no mundo inteiro, que prestam serviços humanitários, fomentam um elevado padrão de ética em todas as profissões e ajudam a estabelecer a paz e a boa vontade no mundo.”
Nesta definição, tão concisa quanto possível, é notória a preocupação de dar relevo aos PROFISSIONAIS, às PROFISSÕES, e à ACÇÃO PROFISSIONAL.
Nas palavras sábias do nosso saudoso Comp.º PGD Fernando Oliveira, autor de diversos textos de formação rotária, a Acção Profissional é a Pedra Angular do nosso movimento. Daí dedicarmos um mês por ano aos Serviços Profissionais, o mês de Outubro.

Na verdade, aquilo que nos distingue de outras associações de serviço é a preocupação, e friso bem, a preocupação, de sermos eticamente irrepreensíveis na nossa actividade profissional, que veio a ser lapidarmente plasmada na famosa PROVA QUÁDRUPLA que procuramos intensamente divulgar e aplicar.

1. É A VERDADE?
2. É JUSTO PARA TODOS OS INTERESSADOS?
3. CRIARÁ BOA VONTADE E MELHORES AMIZADES?
4. SERÁ BENÉFICO PARA TODOS OS INTERESSADOS?

O caminho de Rotary para a Paz não se faz com grandes saltos, faz-se à custa de pequenos passos no dia a dia, com persistência, sem desistir. Só assim as grandes caminhadas como a nossa, atingem os objectivos. No caminho para a Paz, Rotary tem-se encarregado de algumas grandes caminhadas, das quais realço pela sua proximidade a erradicação eminente da Poliomielite.

São também pequenos passos as contribuições que cada um de nós, rotários ou não, possamos dar quando na nossa actividade profissional nos guiamos por elevados padrões de ética. Uma vez mais reflictamos nas palavras, que a propósito da PROVA QUÁDRUPLA, o falecido Comp.º PGD Fernando Oliveira, escreveu num texto que em 2003 divulgámos no clube:
“Se todos os governantes adoptassem esta bússola no exercício do poder, a PAZ não seria essa quase utopia em que, teimosa e ciclicamente, se transformou.
É precisamente nesse “QUASE” que R.I. também teimosa e ciclicamente aposta, na convicção profunda de que vale a pena continuar na senda dos altos padrões de ética para se chegar à tão almejada PAZ...ou quase!”

20 de outubro de 2009

UM ORGANISMO AVEIRENSE COM 20 ANOS CRIADO NO ESPÍRITO DE ROTARY

"Em 1989 era criada em Aveiro a FEDRAVE – FUNDAÇÃO PARA O ESTUDO E DESENVOLVIMENTO DA REGIÃO DE AVEIRO, uma fundação de direito privado, na área da cultura e da educação, com uma característica muito especial: todos os seus nove membros fundadores eram rotários.
Por ordem alfabética dos primeiros nomes: Amaro Ferreira Neves, Armando França Rodrigues Alves, Armando Teixeira Carneiro, Énio Fernandes Curvo Semedo, João Pedro Simões Dias, Jorge Carvalho Arroteia, Maria Joaquina Damas, Nuno António Paour Argel de Melo, Salvato Trigo.
Outros rotários, de então, deram um aberto e inequívoco apoio à criação da FEDRAVE como, só para citar alguns, José Ernesto Mesquita Rodrigues, Francisco da Encarnação Dias e Joaquim Cunha.
Ao fim de 20 anos, a dinâmica da vida criou variações: uns sairam do movimento rotário, outros sairam da Fundação, outros das duas Instituições e, finalmente, outros ainda, faleceram.
Hoje, a FEDRAVE tem um conjunto de Curadores reestruturado e constituido por doze personalidades dos mais diversos ramos académicos e profissionais, dos quais sete são rotários (quatro membros do RC de Aveiro, dois do RC de Ílhavo e um do RC do Porto-Oeste), três pertencendo ainda ao grupo fundacional de 1989.
Os ideais de Rotary subliminarmente têm orientado a sua gestão estratégica desde os primeiros anos até hoje. De facto, o espírito de serviço à comunidade envolve todas as actividades culturais e educativas e é o ISCIA – Instituto Superior de Ciências da Informação e da Administração, a instituição portuguesa de ensino superior que tem maior ratio de bolsas educativas em cursos de licenciatura e de mestrado em função do seu número de Alunos.
O ISCIA é uma instituição portuguesa de ensino superior, do subsistema privado e do
subsistema politécnico, pertença da FEDRAVE, que desenvolve um já alargado plano educativo envolvendo cursos, devidamente reconhecidos pelo ministério da tutela, MCTES – Ministério da Ciência da Tecnologia e do Ensino Superior, em 4 distintas licenciaturas, 3 mestrados, 5 pós-graduações e vários cursos de formação avançada.
De salientar a recente criação do DETMAR – Departamento de Tecnologias do Mar que, através do estabelecimento de parcerias estratégicas, nomeadamente com a Marinha, com a UFP – Universidade Fernando Pessoa e com a APA – Administração do Porto de Aveiro e com a APFF – Administração do Porto da Figueira da Foz, acaba de lançar uma licenciatura em Gestão de Actividades Marítimas e Portuárias, um mestrado em Gestão Portuária e uma série de cursos de formação avançada, altamente especializados.
Também o novo DESRI – Departamento de Segurança e Resolução de Conflitos desenvolve uma licenciatura em Segurança Comunitária, um mestrado em Segurança, Defesa e Resolução de Conflitos e várias pós-graduações como Criminologia e Terrorismo Transnacional.
O DEPSI – Departamento de Educação e Psicologia tem vindo a formar, desde há mais de seis anos, mais de um milhar de docentes do ensino básico e secundário na área das necessidades educativas especiais, em vários domínios como o cognitivo-motor e o da audição e visão. São cursos de dois semestres devidamente acreditados pelo CCPFC – Conselho Científico-Pedagógico da Formação Contínua.
Vários centros de I&D aplicada permitem actividade de investigação relevante como o CPG – Centro Português de Geopolítica, com a sua revista internacional GEOPOLÍTICA, e o OSM – Observatório de Segurança Marítima que acaba de ser constituido.
Uma actividade editorial, a organização seminários e de congressos e de séries de palestras sobre temas estratégicos, como a série Olhares Estratégicos sobre o Mar, completam a sua actividade.
Para já existem dois pólos, o ISCIA Aveiro e o ISCIA Baião, a que se junta o pólo distal
, de formação a distância, com largas dezenas de alunos das Regiões Autónomas da Madeira e dos Açores.
A metodologia seguida em todos os cursos graduados, pós-graduados e de formação avançada é em regime de blended learning, isto é ensino presencial assistido e replicado numa plataforma de e-learning.
No corpo docente do ISCIA, da ordem das 50 pessoas, doutorados, mestres ou especialistas, existem alguns rotários membros de Rotary Clubs, tanto do Distrito 1970 como do 1960.
Só no Brasil se encontra uma Fundação de natureza rotária na área educativa com idênticas características, muito maior do que a FEDRAVE: FUNDAÇÃO DOS ROTARIANOS DE SÃO PAULO, com excelentes e bem estruturados cursos a vários níveis, nomeadamente o superior. A FEDRAVE não tem ligações formais com estruturas do movimento rotário mas assume nos seus objectivos e procedimentos muito do espírito rotário.
Assim como no passado, justamente, se relacionou a Santa Casa da Misericórdia de Aveiro com a formação rotária de alguns dos seus Provedores ou, mais recentemente, se identificou a formação em Aveiro do Banco Alimentar contra a Fome com o estatuto rotário de alguns dos seus fundadores e dirigentes, também a FEDRAVE é um claro exemplo da projecção dos ideais rotários em várias actividades da sociedade, neste caso no campo cultural e educativo."

Texto de Armando Teixeira Carneiro

13 de outubro de 2009

O Governador de Distrito

"O governador de distrito desempenha uma função muito importante dentro do mundo rotário, sendo o único administrador da organização na sua área geográfica, conhecida como distrito, que, em geral, congrega cerca de 45 clubes. Os governadores recebem treino intenso durante a assembleia internacional e no seminário de treinamento de governadores eleitos. Eles são responsáveis por oferecer orientação a mais de 31000 Rotary Clubs de todo o mundo e pela manutenção da qualidade de serviços prestados pelos clubes.

O governador de distrito é um rotário com vasta experiência que devota um ano para o exercício da função de liderança e faz pelo menos uma visita oficial a todos os clubes do distrito. O governador possui amplo conhecimento sobre os actuais programas de Rotary, os seus objectivos, normas e metas. É uma pessoa de reconhecida actuação profissional, comunitária e rotária. O governador realiza uma série de funções específicas visando assegurar qua a qualidade do Rotary seja mantida no distrito e é responsável, também, pela promoção e implementação de todos os programas e actividades do presidente e do conselho director de RI. O governador planeia e preside à conferência distrital e outros eventos especiais."
ABC do Rotary

O Rotary Club de Aveiro, ao longo dos seus 55 anos de história, deu ao movimento rotário quatro governadores que desempenharam as suas funções ao mais alto nível.

Manuel Fernando Pereira de Oliveira (Past Governador do Distrito 176, 1963/1964)

José Ernesto Mesquita Rodrigues (Past Governador do Distrito 196, 1977/1978)
Armando Teixeira Carneiro (Past Governador do Distrito 197, 1986/1987)
João José M. Vieira Barbosa (Past Governador do Distrito 1970, 2005/2006)

12 de outubro de 2009

VOG ao Rotary Club de Aveiro

É já no próximo dia 19 de Outubro que o governador Manuel Cordeiro procede à Visita Oficial do Governador (VOG) ao nosso clube. Trata-se de um dos momentos mais importantes e aguardados pelos rotários em qualquer clube rotário do mundo.


Estas visitas aos clubes, que acontecem na primeira metade do ano rotário, tem como principais propósitos:
-Discutir assuntos rotários importantes;
-Dar atenção especial a clubes com problemas;
-Incentivar rotários a participar nas actividades de prestação de serviços;
-Reconhecer pessoalmente as contribuições extraordinárias de rotários.

Esta é a oportunidade do governador apresentar ao clube todos os programas e actividades do presidente e do conselho director de Rotary International.

Segundo o Manual de Procedimento, as VOG's devem ocorrer em ocasiões que maximizem o impacto da presença do governador, incluíndo cerimónias de inauguração de clubes ou de admissão de novos sócios, programas de orientação a novos sócios, entrega de prémios ou menções, programas especiais, eventos da Rotary Foudation, ou reuniões interclubes.
O conselho director agradece que todos os companheiros procedam à confirmação do número de lugares que pretendem reservar.
As confirmações deverão ser efectuadas para:
96 2989987 (comp.º Filipe Saraiva)
96 6933433 ou pauloantoniopinho@gmail.com (comp.º Paulo Pinho).

15 de setembro de 2009

A Roda Dentada, o nosso Emblema

"O desenho básico do emblema - uma roda - data de 1905, ano em que foi organizado o primeiro Rotary Club na cidade de Chicago, EUA. Poucas semanas depois de formado o Clube, os sócios reuniram-se para discutir o desenho de um emblema que pudesse simbolizar o carácter de sua recém-criada organização.
Naquela época, as reuniões faziam-se "em rodízio", percorrendo os locais de trabalho dos sócios.
Um sócio apresentou o desenho de uma roda de locomotiva, com o contrapeso e com as palavras "Rotary Club" inscritas no eixo de conexão.
Outro rotário apresentou uma simples roda de carruagem. Justificaram a escolha porque a roda era bem conhecida; era básica e estava-se no início da era do automóvel. Além disso, a roda gira, dando ideia de movimento.
Os primeiros rotários escolheram como seu emblema a roda de carruagem, elaborada por Montague M. Bear, um tipógrafo-gravador que poucas semanas antes fora admitido como sócio do Clube.
Tamanho foi o entusiasmo suscitado pelo desenho de "Monty" Bear, que os sócios mandaram imprimir um stock de papel de carta, suficiente para cinco anos, tendo a roda de carruagem no cabeçalho.
Mas antes mesmo de gastar uma pequena parte deste material, os sócios chegaram à conclusão de que o emblema era "muito simples, muito estático".
Concordando com essa avaliação, "Monty" acrescentou algumas nuvens ao desenho.
Mas Tom Philips, fabricante de lanternas, comentou que "nem mesmo o Rotary poderia fazer levantar poeira na frente e atrás da roda, ao mesmo tempo".
E assim, mais uma vez, o desenho foi modificado.
"Monty" Bear acrescentou mais nuvens e adicionou uma fita com a inscrição "Rotary Club", na frente da roda.
Entretanto outros Rotary Clubs começavam a surgir: em São Francisco, Oakland, Nova Iorque e noutros centros metropolitanos dos EUA.
Todos os novos Clubes adoptaram a roda como emblema, mas acrescentaram traços característicos para identificar o Club com sua cidade.
O Rotary Club Buffalo, em Nova York, por exemplo, sobrepôs um búfalo ao centro da roda.
O Rotary Club de Oakland, na Califórnia, sobrepôs a roda a um gigantesco carvalho.
Em 1910, quando os 16 Rotary Clubs existentes se reuniram na cidade de Chicago e formaram a "Associação Nacional de Rotary Clubs", havia tantos desenhos de emblemas quanto Clubs.
Antes da Convenção de 1912, de Duluth, no Estado de Minnesota, a sede nacional convidou todos os Clubes a apresentarem o desenho de um emblema a ser usado por todos os Rotary Clubs, devendo ter a roda como elemento básico.
Naquela cidade de Duluth, foi adotada como emblema oficial uma roda de engrenagem, com as cores azul real e dourado.
Mas mesmo esse desenho não durou mais de oito anos. Alguns engenheiros reclamaram que a roda era mecanicamente defeituosa e não podia realizar nenhum trabalho.
Foi então nomeada uma comissão de dois rotários para fazer a devida correcção, sendo eles Oscar B. Jorge, de Duluth e Charles Henry Mackintosh, de Chicago.
O desenho desses dois rotários, anunciado e adoptado em 1920, foi usado desde então, com uma excepção. Eles tinham-se esquecido de introduzir um rasgo de chaveta na roda, e sem chaveta, a engrenagem seria inútil, incapaz de transmitir força ao eixo ou ser por ele impulsionada.
O rasgo de chaveta foi acrescentado em 1923, continuando um movimento que dura até hoje."